quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Mais uma chance...

E se você me desse mais uma chance, te mostraria que a vida é bem mais que uma poesia, é beijo, é suor, é cheiro de cravo e canela, é tempero, é música, é flores e amores...


E se você me desse mais uma chance, não te deixaria escapar entre meus dedos, te agarraria com toda a força que há em mim, e te deitaria em meus braços até você adormecer na mais calma das minhas melodias...


E se você me desse mais uma chance, não se arrependeria, te mostraria que não há ninguém no vasto universo que o queira mais do que eu...


E se você me desse mais uma chance, te diria o quanto te quero, o quanto te amo, o quanto de desejo...


E se você me desse mais uma chance, eu saberia que demorei a perceber o quão importante você é para mim, mas que não era tarde para declarar o meu ser a ti, e que meu maior desejo é apenas ter você comigo...


E se você me desse mais uma chance, te apresento a felicidade.

domingo, 23 de novembro de 2008

E a saudade...

Saudade, palavra que só existe na língua portuguesa.
Saudade de parentes, amigos, amores...
Saudade que se sente longe ou perto, talvez perto seja a que mais machuca.
Quando longe nos conformamos pela distância, mas quando perto tentamos entender o porquê.
Saudade de quem não lembra mais da gente, saudade de quem pensa em nós todos os dias, saudade de quem não sabemos se pensa em nós.
Saudades dos outros, saudades de nós mesmos, do tempo em que não sabíamos o que significava sentir saudade, e que não doía sentir saudade, pois sempre restava a esperança de que em breve veríamos quem amamos.
Saudades, saudades... Saudades de você, não me deixe com tamanha saudade.

domingo, 7 de setembro de 2008

Que seja abençoado por Deus...

domingo, 6 de julho de 2008

Postagem pequenina a título de muito dizer

Isso aqui andou um tanto abandonado... Mas agora sinto uma vontade ( leia-se necessidade) de escrever. Tantas coisas acontecendo ao mesmo tempo e eu aqui como uma louca tentando me ajustar a tudo, então vem e acontecem mais coisas que não deviam acontecer só para piorar, porém entre todos esses fatos algo que surge como bom, mas que ainda desconheço se realmente o é, e a ansiedade que teima em não me deixar, e um lugar que procuro pra "enfiar a cara". Pois é amigo, a gente erra, mas pior que errar é não reconhecer o erro, pedir desculpas ainda que não pessoalmente, mas antes desculpar a si mesmo, erguer a cabeça e seguir adiante, e dos erros retirar lições, aprender tropeçando quando se insiste em não aprender por bem, enfim, aprender... Venho tentando...

sábado, 7 de junho de 2008

Um momentinho especial

Já fiz cosquinha na minha irmã só pra ela parar de chorar,
já me queimei brincando com vela.
Eu já fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto,
já conversei com o espelho, e até já brinquei de ser bruxo.
Já quis ser astronauta, violonista, mágico, caçador e trapezista.
Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora.
Já passei trote por telefone.
Já tomei banho de chuva e acabei me viciando.
Já roubei beijo.
Já confundi sentimentos.
Peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido.
Já raspei o fundo da panela de arroz carreteiro,
já me cortei fazendo a barba apressado,j
á chorei ouvindo música no ônibus.
Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que essas são as
mais difíceis de se esquecer.
Já subi escondido no telhado pra tentar pegar estrelas,
já subi em árvore pra roubar fruta,
já caí da escada de bunda.
Já fiz juras eternas, já escrevi no muro da escola,
já chorei sentado no chão do banheiro,
já fugi de casa pra sempre, e voltei no outro instante.
Já corri pra não deixar alguém chorando,
já fiquei sozinho no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só.
Já vi pôr-do-sol cor-de-rosa e alaranjado,
já me joguei na piscina sem vontade de voltar,
já bebi uísque até sentir dormentes os meus lábios,
já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar.
Já senti medo do escuro,
já tremi de nervoso,
já quase morri de amor, mas renasci novamente pra ver o sorriso de
alguém especial.
Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar.
Já apostei em correr descalço na rua, já gritei de felicidade,
já roubei rosas num enorme jardim.
Já me apaixonei e achei que era para sempre, mas sempre era um
"para sempre" pela metade.
Já deitei na grama de madrugada e vi a Lua virar Sol,
já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam
novos, e a vida é mesmo um ir e vir sem razão.
Foram tantas coisas feitas, momentos fotografados pelas lentes da
emoção, guardados num baú, chamado coração.
E agora um formulário me interroga, me encosta na parede e
grita: "Qual sua experiência?".
Essa pergunta ecoa no meu cérebro: experiência... experiência...
Será que ser "plantador de sorrisos" é uma boa experiência?
Não! Talvez eles não saibam ainda colher sonhos!
Agora gostaria de indagar uma pequena coisa para quem formulou esta pergunta:
"Experiência? Quem a tem, se a todo momento tudo se renova?"
Ps: Gostaria muito de ter conhecimento de quem é o autor...

sexta-feira, 23 de maio de 2008

À todas as nossas amigas

Àquelas moças, mulheres, meninas que fazem parte da minha vida. Cada uma com suas qualidades e defeitos. Cada uma com sua surpresa e evidência. Cada uma com seu sorriso e suas lágrimas. Aprecio a capacidade de cada uma delas de me fazer sorrir em momentos em que encontro-me desesperançosa, com ar doce e acolhedor, mostram-me caminhos inesperados. Algumas delas são velhas amigas, algumas são novas amigas, algumas são novas-velhas amigas que apreendi a gostar e admirar ainda que com seus defeitos. Mas ninguém é perfeito, e gosto de cada uma delas assim, imperfeitas, só assim poderiam ser minhas amigas e em tempos buscar em mim aconchego e alegria. Sinto-me feliz por tê-las e por fazer parte delas também. Algumas imensamente importantes, outras posso considerar nem tanto, mas que também o são. Cada qual com seus afetos e apreços. Como é bom vê-las, no sentido de ouvir, ou mesmo apenas de saber que estão presentes. Umas sabem o quanto eu as admiro, outras não fazem idéia. Por isso aqui escrevo para todas e para cada uma, que são especias pela simples presença em minha vida, e na de muitas outras.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Chuva para encharcar

Chove no Sertão. Chove. E chove muito... Mas o que é a chuva além do fenômeno natural de precipitação de água das nuvens pesadas que carregaram essa água em seu dorso por longos caminhos a partir do alto-mar? Talvez ela seja um modo (metáfora, como queiram) de lavar a alma (clichê, ok, eu sei disso, mas é verdade, não é?). Certo, vocês não compreenderam de que chuva que falo, não é da chuva precipitação de água das nuvens, é a chuva da vida, aquela em que a gente fica esperando por longos períodos e quando vem carreia tudo, e você pensa: "Poxa como foi rápido!" E quando viu, tudo passou, deixando coisas boas, como a chuva lá do Sertão que traz verde para o marrom-acizentado, ou coisas "más", como aquela lá de Sampa, que deixa um monte de gente sem ter onde morar, o que comer, o que vestir... Dois extremos, isso também acontece com a gente na vida, passa uma chuva e deixa bastante coisa (ou leva), e cabe a você dá conta da "faxina" depois. Mas sejamos sinceros, dá uma ar de renovação, uma vontade de sair cantarolando, uma disposição pra fazer um monte de coisa... Você começa a colocar em prática tudo aquilo que você vinha a tempos planejando fazer, mas de uma hora para outra a chuva passa e leva com ela toda essa dedicação, por que não continua? Para que pudéssemos colocar todos os nossos projetos em dia? Já ouvi alguém dizendo assim: "Nessa semana não fiz nada." E isso se repete semana a semana, e a gente vai apenas sobrevivendo sem fazer nada. Para quê medo de arriscar, de se entregar ao ridículo, quando na verdade pode ser algo tão bom? A chuva passa rápido amigo... Deixa ela te molhar e te encharcar, quem sabe assim você não aproveita toda essa água... (Estou precisando de uma chuva dessa, daquelas bem pesadas, nos mais diversos sentidos, pode acreditar!).